Como dizia o poeta: Quem já passou por essa vida e não viveu. Pode ser mais, mas sabe menos do que eu. Porque a vida só se dá pra quem se deu.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Escolhendo o Destino
Por causa disso, Deus enviou um anjo para conversar com ele.
- Deus pediu para que eu viesse visitá lo, para lhe dizer que ele que recompensá lo por sua bondade, disse o anjo.
- Qualquer graça que tu quiser será concebida. Você gostária de ter o dom de curar?
- De maneira nenhuma - Respondeu o homem - Prefiro que o próprio Deus selecione aqueles que devem ser curados.
- E trazer os pecadores ao caminho da verdade?
- Isso é tarefa para anjos como você. Eu não quero ser venerado por ninguém, nem ficar servindo de exemplo o tempo todo.
- Eu não posso voltar para o céu sem ter lhe concedido um milagre.Se não escolher, será obrigado a aceitar um.
- O homem refletiu um pouco e terminou respondendo:
- Então, eu desejo que o bem seja feito por meu intermédio, mas sem que ninguém o perceba. - Nem memso eu que poderei pecar por vaidade.
E o anjo fez com que a sombra daquele homem tivesse o poder da cura, mas só quando o sol estivesse batendo em seu rosto.
Desta maneira, por onde ele passava os doentes eram curados, a terra voltava a ser fértil e as pessoas tristes recuperavam a alegria.
O homem caminhou muitos anos pela Terra, sem jamais dar conta dos milagres que realizava porque, quando estava de frente para o sol, a sombra estava sempre a sua costas.
Dessa maneira, pode viver e morrer sem ter a consciência da propria santidade.
Em belo estranho dia para se sentir em paz
Melhor ainda foi a maravilhosa palestra. O palestrante era um senhor, ele conseguiu me prender na reunião do começo ao fim. Algo que é dificil, levante em conta minha facilidade de destração.
Depois de pensar muito( quase meia hora), decidi por alguns textos dele no meu blog. Sei, sou seguido por duas pessoas, mas faço isso com a finalidade de aprender, gravar as sabias palavras daquele homem que tanto me chamaram atenção.
Beijos e lá vem a primeira.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Sexta musical!

Sexta feira é dia de música.Independente se estivermos nas lapas da vida, bares, festas, igrejas ou em casa, sexta é dia da música.
Para homenagear esse dia tão iluminado, postei algumas letras de músicas da nossa Adriana Calcanhotto.
Com rosto sereno e voz angelical, ela ilumina nossas mentes com suas letras românticas e graciosas.
Beijo sem
você deixou, amor
vou à lapa
decotada
viro todas
beijo bem
madrugada
sou da lira
manhãzinha
de ninguém
noite alta é meu dia
e a orgia é meu bem
eu não sou mais quem
você deixou de ver
vou à lapa
perfumada
viro outras
beijo sem
madrugada
sou da lira
manhãzinha
de ninguém
noite alta é meu dia
e a orgia o meu bem
eu não sou mais
quem
Adriana Calcanhotto
Já reparô?
pode ser linda e safa
a sua nova namorada, morena
pode ser magrela, pode ser retinta
porte de gazela, olho de leoa
ser muito versada e hábil com a língua
do tipo que domina idiomas
mas ela não samba
ai, ela não quebra
ela não balança,
ela não judia
o amor é o hiperquântico
sim senhora
e eu devo lhe fazer falta numa dada hora
a sua nova namorada pode ser só sua
mas ela não samba
pai, ela não quebra
ela não balança
ela não judia
já reparô?
Adriana Calcanhotto
Mais Perfumado
quando se zanga porque trabalho
quando se mostra muito amoroso
quando aparece não atrasado
Sai para o jogo com ar distraído
e volta pra casa mais perfumado
ele acredita que me engano
pensa que sabe mentir o homem que eu amo
Ele acredita que me engano
pensa que sabe mentir o homem que eu amo
Quando repara no meu cabelo
quando pergunta do meu passado
quando precisa comprar cigarro
porque acordado de um pesadelo
Quando sai cedo terno escovado
e volta como quem foi linchado
Ele acredita que me engano
pensa que sabe mentir o homem que eu amo
Ele acredita que me engano
pensa que sabe mentir o homem que eu amo
Adriana Calcanhotto
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Traduzir-se (1981)
Outra parte é ninguém
Fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim, pesa
Pondera
Outra parte, delira
Uma parte de mim almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte, linguagem
Traduzir uma parte noutra parte
Que é uma questão de vida ou morte
Será arte?
Será arte?
Fagner / Ferreira Gullar
Dever de Sonhar
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Fernando Pessoa
domingo, 1 de maio de 2011
Minha
Me sinto em uma guerra. Dentro de mim existem dois Marcos que conflitam durante o dia e a noite. Hoje percebi que o Marcos ruim ganhou uma batalha.
Confesso está confuso, mas agora ao menos classifico o Marcos ruim e o Marcos bom. Grande esclarecimento momentâneo.
Minha ...
Coisas achadas na web
Coisas achadas na web
Caio Fernando Abreu
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Os enganados
Haverá um julgamento que será para aquelas pessoas das quais optaram por não seguir a Jesus e te lo como o senhor de suas vidas. Nele todos já estarão condenados ao lago de fogo. Mas como nos casos de pessoas culpadas que vimos, será feito um julgamento para que elas tomem ciência de seus atos.
Haverá também o julgamentos para os salvos. Essas pessoas entrarão na terra prometida de Jerusalém citada na bíblia. Porém haverá diferenças de posições conforme seus trabalhos feitos na Terra.
A Bíblia também nos mostra um terceiro grupo de pessoas, essas irão até Jesus reivindicando seus supostos direitos de está com ele e entra na sonhada Jerusalém. Essas pessoas chamaram a Deus, dirão a ele que em seu nome expulsaram demónios e curaram doentes. Porém o próprio Cristo lhes dirá que não as conheces.
Devemos analisar nossas vidas, assim como existe o céu,o inferno e o largo de fogo, também existem pessoas enganadas, pensando estarem salvas, quando na verdade não conhecem a Deus e não entrarão em seu reino.
Fiquem todos com Deus...
Diálogo entre o principezinho e a raposa, capítulo XXI do Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.
E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços…"
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra…
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor… cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele…
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…
- Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.